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Por Aline Figueiredo

HUMBERTO ESPÍNDOLA tem sido o carro-chefe das artes plásticas sul-mato-grossenses e mato-grossenses desde 1967. Decifrou em seus trabalhos o ambiente e o mundo em que vive. E desse modo foi o primeiro artista a refletir e a projetar o Brasil Central.

Autor da Bovinocultura, entre 1968 e 1972 é premiado nos mais importantes salões e participa de Bienais internacionais. Com o eco emblemático da Bovinocultura, o Centro-Oeste e toda uma criação brasileira de dentro, situaram-se.

Apropriou e recriou toda uma simbologia histórica e mágica do binômio pecus-pecúnia resultando daí a sua Bovinocultura, que não se conteve apenas ao quadro de cavalete. Utilizando os mais variados materiais para satisfazer as necessidades de sua pesquisa artística, passou do óleo sobre tela à tela de arame, e desta ao arame farpado, ao ferro, à faca e à marca. Da paisagem ao curral, ao chifre, ao couro, à moeda. Da roseta à rosa. Do quadro de parede ao objeto ambiental, realizando assim um verdadeiro culto diário do boi, que hoje se revela como uma das mais definidas e concretas experiências estéticas brasileiras.

No todo, a visualidade de Espíndola extrapola o temário. A forma, esta sim, é a alavanca propulsora da sua criação, que torna capaz de desenvolver o tema e a engrandecer o assunto.

 
Leia capítulo sobre o artista no livro A Propósito do Boi — de Aline Figueiredo